Canto Gregoriano

Você já ouviu falar sobre Canto Gregoriano? Esse estilo tem origem nas Sinagogas, onde gregos e romanos convertidos ao cristianismo executavam os cantos dos salmos incluindo elementos e características de sua cultura. Mais tarde, já no século VI, foi institucionalizado na liturgia da Igreja Católica.

Inicialmente, o Canto Gregoriano envolvia temática exclusivamente cristã e era cantado apenas em Latim. Hoje, há bandas que fazem uma mistura das técnicas desenvolvidas nesse tipo de canto com elementos de outros gêneros musicais.

Um exemplo é o Grupo ERA, que iniciou seus trabalhos na década de 1990 e tem sucessos como Ameno e Mother, sendo este último usado na trilha sonora do filme “Alta Velocidade” (2001).

Ritmos Juninos

O mês de junho chegou e, com ele, as comemorações típicas desta época do ano. Além da culinária, as festas juninas trazem também músicas marcantes, principalmente as do gênero Forró.

É comum que, em nosso cotidiano, usemos o termo “Forró” para nos referir a todas as músicas que levam instrumentos como sanfona, zabumba e triângulo em sua execução. Entretanto, cada ritmo possui suas próprias características.

No vídeo a seguir, o mestre Dominguinhos demonstra, com seu acordeon, a diferença entre Forró pé-de-serra, Baião, Arrasta-pé, Xote e Xaxado:

Ed Sheeran no Brasil

O astro pop Ed Sheeran chegou ao Brasil no último dia 21, para realizar sua sua turnê Divide Tour, trazendo sucessos como Thinking Out Loud e Shape of You, que alcançou 1ª posição no Hot 100 da Billboard.

Os belorizontinos terão a oportunidade de apreciar o cantor de perto amanhã, dia 30  de maio, na Esplanada do Mineirão.

Enquanto aguardamos, ansiosos, a chegada da data, que tal aproveitar esse tempo para curtir alguns sucessos do ruivinho talentoso?

 

Lego House

Lego House integra o álbum de estreia do cantor, + (Plus), lançado em 2011. Seu videoclipe conta com a participação do ator Rupert Grint (o Rony Weasley, dos fimes da saga Harry Potter).

Thinking Out Loud

Lançada em 2014, faz parte do álbum X (Multiply) e, apesar das acusações de plágio (a canção faria lembrar Let’s Get It On, de Marvin Gaye), é uma bela composição, com letra e melodia primorosas.

Sing

Também do álbum X (Multiply), Sing é fruto da parceria entre Ed Sheeran e o cantor, produtor e compositor norte-americano Pharrell Williams. O videoclipe da música traz uma caricatura fantoche de Ed, que dispõe, inclusive, de suas tatuagens.

Shape of You

O mais recente sucesso do cantor pertence ao álbum (Divide), lançado este ano, e foi responsável por colocá-lo, pela primeira vez em sua carreira, no topo da Billboard Hot 100 (EUA).

E aí, galera? Quais músicas do Ed Sheeran não podem faltar na sua playlist? Deixe nos comentários!

 

Ensaio Sobre Apreciação Musical

Um smartphone com o aplicativo do Google Play Música

Nos meu anos como professor de percepção musical o tópico era sempre recorrente durante as aulas, afinal apreciar a música era a atitude fundamental para perceber seus elementos. As formas de se apreciar a música se mostraram muito diversas desde essa minha experiência na sala de aula. Eu percebo que é um tema pouco recorrente na sociedade brasileira o que cria uma grande lacuna cultural ao meu ver. Este é apenas um ensaio sobre a apreciação musical, que não tem a intenção de ser genérico o suficiente para definir o que de fato se aplica a todos. Vamos apenas lançar um olhar mais analítico as questões que permeiam à nossa cultura moderna e assim, quem sabe, provocar reflexões.

Uma pessoa gravando o show em um smartphone

A música na era da tecnologia

 

Sem sombra de dúvidas estamos vivendo uma expansão tecnológica que nem o próprio homem não consegue mensurar. Os hábitos sociais e culturais tem se transformado em uma velocidade jamais vista na história humana afetando diretamente os padrões comportamentais. As pessoas estão cada vez mais integradas a tecnologia e também permitindo que ela seja seu principal meio de interação com o mundo. Atualmente a música pode virtualmente ocupar qualquer espaço através de smartphones, caixas mp3, entre outros gadgets, o que me faz pensar que o acesso à música está cada vez mais fácil. Mas será que a qualidade dessa experiência também cresceu?

Como dito na abertura desse artigo, o ato de apreciar a música pode ser bem diverso e em ambientes variados. Tenho percebido que as pessoas tem se importado cada vez menos com ruídos levando o seu processo particular de apreciação para ambientes extremamente barulhentos. O que de fato diminui a sua sensibilidade as variações musicais uma vez que temos uma grande quantidade de elementos que podem interferir nesse processo, seja uma buzina ou até mesmo o som da multidão. Talvez para aqueles que ainda persistem em preservar essa sensibilidade a saída é elevar o volume ao ponto de suplantar os ruídos. Essa atitude pode levar a outras consequências no campo psicológico e fisiológico (vamos deixar para os especialistas tratares desses pontos…).

Eu percebo que a cultura musical responde a esse fenômeno entregando para sociedade músicas mais achatadas, em outras palavras, músicas que variam em poucos graus a sua intensidade. No geral essas músicas apresentam uma dinâmica mais linear o que possibilita (talvez) uma percepção mais facilitada em ambientes ruidosos. Essa é apenas uma das várias “podas” que vão acontecendo sutilmente na cultura musical moderna. O outro lado dessa equação revela a massificação dos artistas, que são facilmente replicados em diversos elementos para que estejam nos “moldes” atuais. Isso é facilmente identificado no repertório radiofônico e televisivo, estruturas que hoje ocupam a mobilidade dos smartphones.

Compreendendo essa lógica fica fácil de se explicar o fenômeno que podemos chamar de “entorpe-musical”. Com tanta interferência e o aumento das atividades simultâneas a música comumente ocupa uma posição mais terapêutica, onde ouvir não é necessariamente perceber os elementos mas sim reagir a eles. Podemos verificar esse padrão em academias, shoppings, supermercados, entre outros espaços sonorizados que exploram essa reação que a música oferece. Além disso essa audição reativa é uma maneira sutil de conduzir comportamentos sociais em espaços específicos, o que talvez antes dessa era tecnológica em que vivemos sequer existia. Vejo que a apreciação reativa impede o indivíduo de perceber similaridades e peculiaridades entre as músicas, e esse comportamento tem cada vez mais se tornado o modus operandi quando se fala em apreciar música.

Som automotivo

Repetição e Perecimento

 

Eu seria capaz de arriscar que a grande maioria de nós amantes da música ouvimos e apreciamos mais gravações do que performances ao vivo. A tecnologia nos levou até este lugar e de fato não é ruim poder ouvir a voz ou a execução do(a) seu(sua) artista favorito(a) a qualquer hora. Ao mesmo passo podemos entender que uma vez veiculada essa música pode alcançar os 4 cantos do nosso planeta em questão de segundos (fato que já nem impressiona tanto). Mas há por traz de todo esse monumento uma prática que tem moldado o ouvido e o gosto do nosso planeta: a gravação digital.

De uns anos pra cá gravar uma música ficou tão acessível quanto dobrar um origami e isso é um ponto muito positivo. Temos no mercado musical a presença de uma grande quantidade de artistas que em décadas passadas não se poderia cogitar. Dentro do estúdio o poder de manipulação sonora foi ampliado nos possibilitando criar sonoridades bem inovadoras além de elevar ao padrão de performances perfeitamente executadas. Como toda moeda tem dois lados essa inovação logo mostrou seu verso. Ultimamente vem se tornando padrão discos manipulados digitalmente, “aperfeiçoando” a execução rítmica dos músicos, “corrigindo” e “limpando” imperfeições e principalmente “afinando” cantores e solos. As consequências disso é o fenômeno social de crer que essa utopia musical é real. É muito comum ouvir críticas do tipo:

  • “Fui no show e ele(ela) não cantou igual ao cd.”
  • “Como é ruim esse artista.”
  • “Ele tocou bem mas não ficou igual!”

O pior dessa história toda é que essa insegurança afeta os artistas que também exigem “correções” nas execuções ao mesmo passo que geram artistas menos comprometidos com o aperfeiçoamento técnico. Pouco a pouco os elementos orgânicos da música vão sendo abominados pelo público e pelos artistas. Prefiro não imaginar onde isso poderá nos levar.

Não posso afirmar se essas práticas tem gerado cada vez mais artistas perecíveis mas é visto que ultimamente tem se notado um elevado “giro” de artistas. Assim como a informação nossa indústria musical corre num ritmo acelerado criando tendências e sucessos. Desde o advento das mídias físicas, a música ganhou o elemento repetições/execuções à sua paleta de adjetivos. Hoje se mede o sucesso de uma música através da quantidade de vezes em que ela foi executada ou seja a música só é comercialmente exitosa se for incessantemente repetida. Essa mesma característica que eleva a música ao cume do pódio, a desconstrói devido ao fenômeno da descartabilidade musical.

A música hoje se assemelha ao status da informação, sendo momentânea e passageira. A constante renovação musical não está diretamente relacionada a constante variação de elementos e inovação. Me parece que o ser humano tem se tornado cada vez mais sedento por novidade, mesmo que ela seja uma velha recauchutada e cromada. Já parou pra visualizar esses padrões nos seus hábitos? Talvez seja esse o “modo moderno” de se apreciar a música, mas enquanto os sociólogos não definem seguimos divagando sobre… Esse fenômeno nos leva diretamente a um elemento chave nas premissas atuais: as playlists.

Um pai tocando guitarra para um bebê ouvir

Curadoria musical

 

Plataformas de streaming tem se tornado cada vez mais abundantes e mais baratas também (algumas são até gratuitas). Com a popularização do acesso musical encontramos nas entrelinhas um sub-mercado musical guardado em lindas playlists. Hoje podemos entender as playlists “oficiais” como vitrines ou outdoors comerciais, possibilitando um novo espaço pra uma curadoria paga. Entretanto ainda é possível escapar desses cânones porém toda a estrutura das plataformas é projetada pra culminar nesses “spots comerciais”. Se você acha que isso é apenas uma suposição deste autor, experimente reparar na “justin-bieberficação” das playlists é quase descarado.

Assim como o rádio e a tv fazem, a cultura popular vai sendo moldada através dessa curadoria mercadológica. E o mais incrível é que as pessoas ainda pagam por isso (hahaha), estamos mesmo na era das desconstruções. Apesar desse panorama dominador que foi apresentado, existem aqueles indivíduos que mantém seu senso crítico ao ponto de fazerem escolhas mais conscientes explorando todas as vantagens dessa facilidade tecnológica. Afinal tudo é uma questão de escolhas, sejam elas conscientes ou não, e isso nos leva ao tópico final deste artigo: parar para ouvir.

Tocadiscos

Parar para Ouvir

 

Concentração e foco são duas palavras que não combinam com o a atualidade, visto que estamos cada vez mais dispersos e distraídos. O que dizer sobre relacionar esses dois adjetivos a apreciação musical, caso muito raro atualmente. O famoso estou sem tempo aliado com os padrões citados no início desse artigo cria uma sociedade que ouve mas não percebe. Uma sociedade que memoriza canções e ritmos mas não compreende o que diferencia (ou iguala) uma das outras. É interessante visualizar esse fenômeno pois somos tão treinados em comparar cores, texturas, temperaturas, formas mas não conseguimos sequer perceber elementos da música.

Confesso que acho um tanto cômico conversar “sobre” música com pessoas ditas “comuns”, em outras palavras, pessoas que não estudam/exploram a música. O assunto é sempre no campo das emoções, seja relacionada ao artista em si (exemplo: “aiiiii, ele é tão lindo”, “nuuu, já viu essa mulher dançando?” …) ou ao gosto musical (exemplo: “essa música é doida demais”, “esse som me agrada” …). É quase um paradoxo quando se pensa em intelecto humano, eu fico abismado com o fato das pessoas compreenderem (de uma maneira geral) as funções complexas de um computador, smartphone, ou avaliar se uma maquiagem está bem executada ou não. A música de uma maneira geral tem uma linguagem tão simples quanto a noção de lateralidade, operações básicas da matemática, linguagem… a sociedade brasileira é muito deficiente em relação a esse conhecimento. Espero que daqui a alguns anos esse panorama seja diferente graças a lei que obriga o ensino de música nas escolas. Mas enquanto isso não é realidade precisamos falar mais sobre música, de uma maneira que abra novas reflexões e acredito que o primeiro passo para perceber a música é “parar para ouvir”. Precisamos quebrar o paradigma da música-só-como-pano-de-fundo e elevar a experiência a perceber o que a música pode nos oferecer. Certamente isso destruiria muitas máscaras que indústria musical insiste em impor e cresceríamos como sociedade.

Precisamos Falar Sobre A Música Brasileira

Música brasileira, tema muito comum para alguns e um tanto obscuro para tantos. É preciso falar mais sobre a música da nossa terra, e que fique claro, é preciso falar sobre a música feita aqui e não necessariamente as músicas que nasceram aqui (deu pra entender?). Quando se fala em música brasileira o que vem a sua mente? Bossa Nova? MBP? Sertanejo, talvez? De fato o nosso país é vasto não apenas em território, os sons criados em nossa terra vão de gêneros que ainda não ganharam muita definição até o pop mais global. Nosso cenário musical, segmentado em nichos, ou generalizados em potências da indústria cultural entregam uma quantidade absurda e mais do que suficiente para suprir as necessidades do nosso povo, porém ao fim o que a grande maioria de nós costuma cultuar? Se você pensou em (qualquer tipo de) música internacional é bem possível que essa tendência esteja mais forte do que eu poderia imaginar.

imagem teste de cores

Internet x TV x Rádio

 

Há tempos estamos passando por um momento de transformação cultural com o advento/acesso de novos meios de comunicação/informação/entretenimento. Um dos mais fortes (que aliás está mais do que claro) atualmente é a internet, isso sem sobra de dúvidas. Entendendo o panorama dito na introdução acima me vem a seguinte pergunta, quem é mais responsável pela maior influência cultural: a recém chegada internet, a instigante televisão ou o tradicional e versátil rádio? Creio que a sociedade não é mais tão segmentada entre esses meios, com a inclusão digital diversos perfis sociais acessam e consomem muito dos três meios.

Porém quando falamos de música a coisa muda um pouco devido ao fato de ser um bem cultural pré radiofônico/televisivo/virtual, e nessa característica que moram as tendências comerciais da nossa música. Ao meu ver, para as pessoas que são “tocadas/emocionadas” pela programação da tv são indiretamente guiadas pela poética musical que essa mídia comunica. Vemos artistas solo, grupos e atores-cantores sendo elevados ao status-quo de referência cultural musical (veladamente comercial). Talvez grande parte da cultura musical dos consumidores dessa mídia tenha sido moldada pelos produtores de TV, revelando um lado muito capitalista da nossa indústria cultural. O mesmo se aplica ao rádio, onde há uma linha de tendências que percorre a maioria das programações de rádios brasileiras. Já a internet possui uma influência nos moldes televisivos porém de uma variedade muito mais ampla permitindo uma dinâmica de nichos (falarei mais sobre em breve nesse artigo) totalmente diferente do que já se pôde observar.

O outro lado igualmente importante nessa equação é o que de fato acontece fora do ambiente dessas mídias, ou seja, os eventos que são promovidos nas cidades. Eu visualizo como uma via de mão dupla, as mídias fortalecem os eventos e os eventos reafirmam as mídias ao passo de uma maior generalização do público. É de fato um posicionamento capitalista que busca uma mais valia cada vez maior. Socialmente o impacto é ainda maior pois a condução das massas para o evento “x” fica cada vez mais evidente, proporcionalmente temos a evasão de tudo que se apresente fora desses moldes e padrões.

As tramas desses fenômenos nos levam a pontos ainda mais profundos e entrelaçados que com toda certeza eu sequer poderei vislumbrar. A parcela que expus diz respeito principalmente a um ponto de vista mais macro que acredito ser o único que posso falar com um pouco menos de risco. Ainda sim, sei que a lógica aplicada nessa explicação não seja genérica o suficiente para englobar o geral mas percebo que possa ser um ponto de partida pra fazer as pessoas pensarem um pouco mais a respeito.

Pessoas se divertindo num show

Tribos e Massas

 

Eu não poderia deixar de citar o ponto que me parece estar mais em voga no cenário atual, os nichos ou tribos. Pouco a pouco os indivíduos da sociedade vão caminhando cada vez mais para sua individualidade. A tendência ficou ainda mais forte com a facilitação da produção de conteúdo (principalmente digital) e o advento das comunidades/fóruns/redes digitais. Eu dividiria nossa sociedade consumidora de música em dois grandes grupos: as massas e as tribos. Em ambos os casos temos uma grande identificação do público com seus artistas e isso não aumenta ou reduz os méritos de cada uma. São abordagens diferentes que geram perfis sociais cada vez mais contrastantes.

Devido a influência das mídias fortalecidas por eventos (e vice versa) citadas no tópico anterior temos uma grande parcela da população que vem sutilmente sendo moldada culturalmente. Dizendo dessa forma soa como plano de dominação ou coisa do tipo, o que de fato eu não descartaria, mas isso apenas representa uma grande influência das marcas no nosso mercado musical explorando a deficiência de senso crítico da sociedade brasileira. Esse fenômeno que causa um achatamento do público, resumindo o repertório cultural a perdurar elementos vendáveis que empiricamente vieram se mostrando eficientes. A renovação e a estranheza são afastadas ao máximo dessa parcela da população que segue o balanço cômodo dos hits genéricos de coreografia similar… Não confunda, gostar do que é oferecido pelas grandes marcas (vamos chamando de forma genérica as grandes empresas que dominam esse mercado) como um retrocesso, a questão aqui é sobre essa definição sem um devido questionamento.

Pelo outro lado temos o que é socialmente conhecido como “alternativo”, simplesmente pelo fato de não estar no mainstream comercial. Apesar de não estarem em voga na grande mídia, essa parcela do que chamamos de cultura musical envolve também milhares de pessoas. Na maioria dos casos a identificação dessas tribos com seus artistas é ainda maior. Existe muito mais propriedade e significado desse tipo de produto musical (se é que podemos chamar dessa forma) para seu público. O que obviamente leva a reflexões mais profundas…

Em ambos os casos temos o fator fama e exposição envolvidos, sendo um elemento extra para fomentar o marketing musical/cultural. Isso é facilmente verificado com os milhões de seguidores em redes sociais como Twitter, Facebook, Instagram e o novo Snapchat que os artistas cultivam. O fenômeno da informação globalizada e instantânea nos leva a esse comportamento um tanto curioso pois de fato conhecer a rotina de um artista não necessariamente te faz mais a par de sua obra.

Apesar de todas essas premissas apresentadas eu verifico um padrão em comum nos dois perfis, uma super valorização do que vem de fora do Brasil. Você fã de música tradicional pode discordar do que eu acabei de dizer, mas certamente em algum momento você cultuou artistas internacionais. Eu não pude encontrar (além desses apresentados) causas/motivos que explicassem essa forte influência da música internacional (principalmente dos Estados Unidos e Inglaterra) dentro da nossa sociedade. Eu até tenho uma tendência a cogitar que nas décadas anteriores gravar um disco no nosso país era um privilégio para poucos e em consequência tínhamos pouco material para ser veiculado. Porém hoje isso não é mais uma realidade, com o advento dos homestudios produzir um single ou um álbum completo fica cada vez mais fácil, mas parece que temos um ranço do internacional que insiste em perdurar.

Relógio

Um Novo Panorama

 

Da nova safra de artistas brasileiros são poucos que tem de fato uma relevância cultural mesmo sendo um produto de massas. Vejo que a cena autoral nacional precisa ser mais empoderada, nossa sociedade precisa encontrar relevância no que é feito por aqui. É um pouco triste ver que temos uma boa quantidade de artistas de altíssimo nível que só ganham reputação e prestígio quando transpõem as nossas fronteiras. Sei que existe uma grande presença comercial do mercado internacional influenciando a nossa cultura, mas ainda vejo alternativas pra valorização da nossa cultura com mais festivais e eventos dedicados ao que é nacional. Esse fenômeno (ainda tímido) precisa florescer e ganhar o apelo das comunidades. Sei também que não é uma missão tão simples visto que qualquer mudança é incômoda pro ser humano, porém ela se mostra muito necessária.

Nós artistas precisamos fabricar (visto que não temos tantas opções) meios de qualidade para entregar essa música à nossa sociedade. Mostrar para os brasileiros que a música daqui pode ser um fenômeno nacional e afetar diretamente a vida das pessoas. Entender que não há ninguém melhor do que gente do próprio país para contar as nossas histórias, estilos, costumes, esquisitices e divertimentos. Redescobrir o nacionalismo musical não é necessariamente negar o que vem de fora e não se deixar influenciar, mas sim de fato valorizar o que é “made in Brazil”.

Deixo abaixo uma playlist de artistas modernos e de estilos variados que com toda certeza merecem mais atenção.

Os shows mais marcantes da história do Rock in Rio

Logotipo do festival Rock in Rio

Um dos maiores festivais do mundo: Rock in Rio, vai abrir a venda de ingressos em menos de uma semana. Na atual edição o festival vai contar com atrações que vão do pop e R&B até o tão tradicional estilo que leva o nome do festival, o rock!

Aproveitando o clima desse maravilhoso festival que já está em sua sétima edição, vamos relembrar os cinco shows mais marcantes na história do Rock in Rio.

Paralamas do Sucesso

Na primeira edição do festival em 1985, os Paralamas do Sucesso foram chamados de última hora a compor o line-up do palco mundo. Apesar de não terem tido tempo para organizar uma banda de apoio e cenário para sua apresentação no Rock in Rio, o trio não se intimidou e se provou fazendo um dos melhores shows dessa edição.

James Taylor

Tem alguns shows que se tornam inesquecíveis para o público que assistiu, já outros ficam eternizados no coração do artista. A participação de James Taylor no festival de Roberto Medina teve este efeito. O artista passava por uma crise que envolvia vício de drogas e a recente separação com a também cantora Carly Simmons, e havia decidido que o show no Rock in Rio seria o último da sua carreira. Porém o que o músico não esperava era a recepção calorosa do público, que o fez tomar a decisão de retomar a carreira.

Guns n Roses

Este festival é sem dúvidas uma caixinha de surpresas, e o Guns n Roses não quis ficar de fora. Surpreendendo todo o mundo a banda tocou pela primeira vez a música Civil War (e algumas outras) do disco Use your Illusion I e II que não tinham sequer sido lançadas! Um presentão para os fans.

AC/DC

A banda fez um dos shows mais icônicos de toda a história do festival. No palco a banda instalou um sino gigantesco e um par de canhões que foram disparados na última canção “For those about to rock”. Uma das apresentações mais eletrizantes dando a marcante assinatura do Rock in Rio.

Queen

Dentre todas as bandas participantes do festival, apenas uma foi capaz de emocionar e eternizar sua participação em apenas uma canção. Com “Love of My Life” a banda Queen uniu 250 mil pessoas em um único coral que é impossível de ser descrito. Deixo as imagens dessa preciosidade dizerem por mim.

Acha que faltou algum?

Deixa aqui nos comentários o show que não poderia faltar nessa lista!

Os 5 Teclados Mais Cobiçados da Atualidade

Desde que o mundo é mundo, as pessoas admiram posses luxuosas, exclusivas e especiais. Quando se fala em instrumentos musicais a teoria se prova ainda mais verdadeira. Neste mundo moderno em que vivemos, podemos encontrar instrumentos musicais em uma grande variedade porém alguns deles ganham destaque pela sua qualidade e recursos especiais.

Hoje estamos aqui pra mostrar algumas dessas jóias, reunindo os 5 teclados mais cobiçados da atualidade! Eles vão de modelos super tecnológicos e auto suficientes até verdadeiros simuladores de piano/órgão e outros…

A ordem essas maravilhas não tem importância, todos aqui presentes tem um lugar garantido em nossos corações ♥

Vamos à lista dos teclados mais desejados…

Korg Kronos

Pra abrirmos essa lista vamos a série de teclados mais famosa da Korg o poderoso Kronos.

Teclado Korg Kronos

Um dos grandes destaques dessa belezura (além do seu display touch) é a sua engine de timbres que oferece sons super realistas e todo potencial de um sintetizador analógico. A interface é simplificada permitindo uma fácil customização  dos seus timbres.

Yamaha Montage

Seguimos nossa lista de teclados cobiçados com a mais nova criação da Yamaha: o Montage!

Teclado Yamaha Montage

Além do seu design imponente esse teclado nos trás o grandioso Motion Control Synthesis Engine que possibilita uma infinidade de modulações do som e o melhor disso tudo: em tempo real! Com seu Super Knob a Yamaha coloca na mão do músico o controle total de parâmetros para uma performance espetacular.

Moog Minimoog Voyager XL

Não tão conhecido no cenário nacional o Voyager é uma peça sempre presente nos setup das atrações gringas que visitam essas terras. Condecorado com o prêmio de melhor sintetizador o Voyager XL carrega consigo o dna da Moog que por si só já vale por todos os recursos que esse synth oferece.

Teclado Minimoog Voyager XL

Apesar do design simples esse sintetizador vai direto ao ponto, ou seja, ele vai entregar o melhor do analógico num simples pressionar de tecla

Roland FA-08

Uma das empresas de maior tradição em teclados no mundo não poderia ficar de fora da nossa lista. Dessa vez a Roland nos traz um teclado poderoso e versátil ao mesmo tempo, pra aqueles que tinham dúvidas estamos falando do colossal FA-08.

Teclado Roland FA-08

Podemos dizer que a principal característica desse teclado além dos consolidados timbres da Roland é o seu sequenciador que permite criar performances matadoras em poucos minutos

Nord Stage 2

Pra fechar com chave de ouro separamos o tão querido Stage 2 da Nord, o dragão vermelho dos palcos!

Teclado Nord Stage 2 EX

 

Sem sombra de dúvidas esse teclado é autoexplicativo… ele entrega exatamente tudo aquilo que se espera de um bom teclado de palco: som, construção sólida e portabilidade.

5 dicas essenciais pra escolher seu primeiro violão

Você alimentou por algum tempo sua vontade de tocar violão e finalmente decidiu que chegou a hora de botar a mão na massa. Antes de qualquer acorde ou melodia apaixonada é preciso ter o instrumento! E agora, qual escolher?

Esse artigo foi desenvolvido pra te ajudar nessa difícil tarefa de escolher seu primeiro violão! Aquele que pra muitos é um eterno xodó ou vergonha. Separei um guia com 5 dicas essenciais que vão te ajudar a escolher o violão perfeito pra quem está começando.

Como escolher o violão ideal?

Não sei se você já fez alguma pesquisa antes de cair nesse maravilhoso artigo, mas se por acaso já andou perambulando pelas lojas de músicas deve ter encontrado uma imagem como essa aqui:

Vários violões expostos da loja de música

Sim, eu sei que entrar nas lojas de instrumentos é igual a entrar num belíssimo e musical parque de diversões (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

São tantas opções, modelos, formatos e cores disponíveis que acaba deixando a tarefa de escolher o violão perfeito um tanto complexa. Mas não se desespere, vou te mostrar uma maneira bem prática pra fugir das ciladas e escolher a melhor das opções pra você.

Dica 1 – Quanto

simbolo do cifrão em neon

Vamos começar pelo passo mais básico: o investimento. Assim como qualquer bem de consumo desse mundo capitalista, os violões tem uma grande variação de preço. Juntamente com o valor a qualidade do material e da construção desse instrumento também variam, afetando diretamente no seu som. É muito comum associar violões de alta qualidade com preços também elevados, mas isso não é tão via de regra quanto parece….

No mercado temos linhas de entrada (ou de baixo custo) que também oferecem uma boa qualidade de som. Porém é como eu disse, a medida em que os preços vão subindo a qualidade e sonoridade tende a melhorar… é algo que vale a pena considerar.

Então, quanto você está disposto a investir nesse tão sonhado violão?

Dica 2 – Tamanho

Criança aprendendo a tocar violão em um campo

  Ué, violão tem tamanho também?

Não se sinta solitário se fez essa mesma pergunta internamente, mas ao contrário do que muita gente pensa os violões tem tamanhos diferentes. A escolha do tamanho vai depender da idade do(a) futuro(a) instrumentista.

Para as crianças se recomendam violões em menor escala. De maneira geral os violões 1/4(76cm) atendem crianças com até 7 anos, já os violões 1/2(86cm) adequam bem às crianças na faixa etária entre 7 e 9 anos e por fim os violões 3/4(92cm) são indicado para crianças com idade entre 9 e 12 anos.

Para os adolescentes e adultos se recomendam violões em escala padrão. Lembrando que entre eles temos também algumas variações como violões slim e jumbo. Nesse caso o melhor a se fazer é fazer um test-drive e verificar se o tamanho do instrumento é realmente compatível com seu porte físico.

Dica 3 – Aço ou Nylon?

violão com cordas de aço

Ser ou não ser? Eis a questão…..

11 em cada 10 violonistas já fizeram essa pergunta antes de comprar seu primeiro violão. De fato não é uma decisão muito fácil uma vez que ambos tem sonoridades bem diferentes.

A escolha aqui envolve basicamente 2 pontos: conforto & timbre. As cordas de nylon oferecem um pouco mais de conforto pra quem está iniciando no violão, agredindo menos a pele dos dedos. Em contrapartida, o nylon tem um timbre um pouco mais “doce” e é menos utilizado em repertórios atuais da música pop, do sertanejo ou rock.

Do outro lado moeda temos as cordas de aço, essa por sua vez oferece um timbre mais “brilhante e agressivo” amplamente  utilizado no repertório moderno.  Apesar da sua popularização, as cordas de aço são mais abrasivas a pele do iniciante.

Dessa maneira é muito comum se ouvir por aí que iniciante no violão deve escolher cordas de nylon. Como eu disse no logo acima, não é uma escolha fácil mas acho importante estar ciente das características antes de fazer sua decisão final.

Dica 4 – Acústico ou Elétrico

Homem tocando violão sozinho em um quarto

Chegamos então a segunda questão mais comum entre os iniciantes: “eu deveria ter um violão elétrico?”

Tudo vai depender dos seus anseios e o valor de investimento que você definiu lá na dica n°1. Se você tem a pretensão de fazer concertos e shows em espaços abertos ou de maior porte e o valor de investimento te permitir, sugiro que compre um violão elétrico. Essa oportunidade pode bater a sua porta a qualquer momento e sabemos que a maior sorte é estar preparado.

Caso esse não seja seu anseio, recomendo portanto um violão acústico mesmo. Ele vai te atender super bem e também te permitirá investir num instrumento melhor num futuro próximo.

Dica 5 – Marcas

Boca do violão

Por último mas não menos importante temos as marcas recomendadas. O mercado brasileiro conta com uma grande variedade de fabricantes de instrumentos musicais. Algumas com muita tradição e consolidação no mercado, e outras que trazem a inovação e acessibilidade. Dentre os principais produtores de violão recomendamos:

  • Strimberg
  • Tagima
  • Takamine
  • Gianinni
  • Eagle

Tudo pronto!

Prontinho, agora você tem todas as informações necessárias pra escolher o violão perfeito! Na nossa loja virtual você encontra as melhores opções de violões que cabem em qualquer orçamento. Clique aqui para ver as ofertas.

Conhece alguém que precisa de ajuda pra escolher o violão perfeito? Compartilhe esse artigo, temos certeza que irá dar aquela luz no fim do túnel.

 

 

Bem-vindo ao portal da Musical Center

Imagem com uma criança aprendendo a tocar piano.

Um novo universo musical começa agora

Seja bem vindo(a) ao site da Musical Center, referência no ensino e fornecimento de instrumentos musicais. Estamos oficialmente inaugurando nosso primeiro (de muitos) site dedicado completamente a música.

Partituras de piano postas em uma estante

Um portal voltado pra quem ama a música, instrumentos musicais e muito mais…

Em nosso portal você encontra uma série de artigos que vão te ajudar a entender um pouco mais sobre o universo dos instrumentos musicais e instrumentistas.

Além disso traremos muita informação sobre seus artistas preferidos e a agenda cultural nacional. Juntamente com o setor pedagógico da nossa escola de música, forneceremos dicas e curiosidades que vão alavancar ainda mais seu potencial na área musical.

Fotografia em preto e branco com um violão, notebook, guitarra, prato, baixo, teclado e microfone sendo levantados por várias mãos.

Uma loja virtual novinha em folha….

Além de todo esse material de qualidade, abrimos também nossa loja virtual levando pra todo o Brasil a qualidade e eficiência das nossas lojas físicas. Isso sem falar das melhores condições e preços.

Clique aqui para conhecer nossos produtos.